UBER e motoboy: a realidade dos que trabalham por conta
Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o Brasil tem 1,5 milhão de pessoas que atuam como motoristas e entregadores de aplicativos, taxistas, mototaxistas e outras atividades por conta própria no setor de transporte.
São integrantes da chamada Gig Economy, formada por trabalhadores sem carteira assinada, freelancers ou temporários.
O levantamento traça o perfil de quem atua no setor e mostra que mais de 90% são homens. A maior parte deles é de pretos e pardos, chegando a 73,8% entre mototaxistas. O IPEA apontou também que estes trabalhadores estudaram até o Ensino Médio ou menos e tem ganhos entre R$ 900 e R$ 1.900.
Porque a situação destes trabalhadores é precarizada:
Como não tem carteira assinada, esses trabalhadores ficam sem uma série de direitos:
- não tem possibilidade de se afastar do trabalho quando estão doentes
- tem que investir para poder trabalhar: comprar veículo ou moto, fazer manutenção e colocar combustível
- não tem garantia de ganho e não podem prever quanto terão recebido ao final do mês
- não tem limite de carga horária de trabalho
- não tem proteção de seguro desemprego
- não tem perspectiva de aposentadoria
É um reflexo da crise do emprego no Brasil.