CUT viaja à China com Lula para deixar claro posição em defesa dos trabalhadores.
“Vamos à China com Lula para deixar claro que aqui tem sindicato”, afirmou afirma Sérgio Nobre, presidente da CUT que embarcou na última segunda-feira para a China na comitiva presidencial. “Os investimentos chineses são bem-vindos, mas as legislações trabalhistas e ambientais têm de ser respeitadas”
A visita à China é focada em investimentos e acordos bilaterais em diversas áreas. A comitiva é composta de sindicalistas, empresários, governadores, senadores, deputados e ministros. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, com US$ 150,4 bilhões de comércio bilateral, somente em 2022, e ocupa o segundo lugar no ranking da economia mundial, conforme dados do FMI (Fundo Monetário Internacional).
“Esses investimentos internacionais precisam resultar em geração de empregos de qualidade aqui no Brasil, com transferência de tecnologia e de forma sustentável”, afirmou Sérgio Nobre. “Essa é a nossa missão na visita à China”, disse o presidente da CUT. O encontro com lideranças sindicais chineses está previsto para esta sexta- feira.
O objetivo do governo brasileiro é relançar as relações com a China, principal parceiro comercial do país desde 2009. Em 2022, segundo o Planalto, a China importou mais de US$ 89,7 bilhões em produtos brasileiros, especialmente soja e minérios, e exportou quase US$ 60,7 bilhões para o mercado nacional. O volume comercializado, US$ 150,4 bilhões, cresceu 21 vezes desde a primeira visita de Lula ao país, em 2004.
“Eu quero que os chineses compreendam que o investimento deles aqui será maravilhosamente bem-vindo. Mas não para comprar nossas empresas. [E sim] para construir coisas novas, que nós precisamos. O que estamos precisando não é vender os ativos que temos, é construir novos ativos. É disso que eu quero convencer os meus amigos da China”, afirmou Lula na semana passada em entrevista coletiva à imprensa.
Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores, a expectativa é de que pelo menos 20 acordos sejam assinados em várias áreas, como educação, cultura, ciência e tecnologia, agricultura e finanças, até o final da visita, no dia 15 de abril. É a terceira vez que Lula visita a China.
Brasil e China integram os BRICS ( bloco formado para cooperação política, econômica e financeira entre Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul).