Igualdade de salários para mulheres: quanto a nova Lei pode fazer avançar?
Oficialmente, a Lei da igualdade salarial foi sancionada pelo presidente Lula no dia 3 de julho. Mas como colocar a lei em prática? Como garantir que mulheres em mesmos cargos tenham salários iguais aos homens?
Só 5 em cada 10 mulheres em idade para trabalhar participam do mercado de trabalho. Discriminação, assédio e violência no mercado de trabalho e a falta de estrutura para que mulheres mães encontrem condições de trabalhar, são causas desta realidade.
A diferença salarial entre homens e mulheres chegou a 22% no ano passado. Isso numa realidade em que 48% das famílias são chefiadas por mulheres.
A constituição e a CLT já previam igualdade, mas a Lei prevê aplicação de multa caso as regras não sejam cumpridas. Daniela Olivares procuradora do Ministério Público do Trabalho explica que a partir de agora, as empresas terão que fazer publicações semestrais de relatórios de transparência salarial e critérios remuneratórios. Aquelas empresas que não fizerem a publicação poderão ser multadas até o limite de 100 salários mínimos. Também existe a previsão de que, caso seja comprovada a diferença salarial, uma outra multa seja convertida à própria trabalhadora, numa proporção de 10 vezes o salário que ela deveria estar recebendo. “Será fácil aferir, também, através destes relatórios, as discriminações que estejam acontecendo. Neste caso, as empresas terão que investigar as causas e estabelecer um plano para corrigir essa distorção. A Lei não vai acabar com a desigualdade, mas é um grande passo”, diz a procuradora.
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Com informações do G1