Sindicato dos Metalúrgicos desenvolve campanha sobre o prêmio assiduidade.
A campanha está sendo desenvolvida com o objetivo de alertar os metalúrgicos e a sociedade sobre a precarização dos direitos dos trabalhadores. Em muitas empresas o prêmio assiduidade exige falta zero ao trabalho. Trabalhadores evitam ir ao médico e a exercer direitos assegurados pela CLT para não perder o prêmio no final do mês. A campanha será veiculada nas redes sociais e em rádio, com mensagens de esclarecimento sobre esse falso benefício oferecido por muitas empresas.
A CLT e a Convenção Coletiva de Trabalho assinada entre o Sindicato dos trabalhadores e o Sindicato patronal assegura que o trabalhador tem direito a faltar ao trabalho em diversas situações como em caso de falecimento de familiar, casamento, nascimento de filho, doação de sangue, alistamento militar, acompanhamento médico de esposa grávida, aborto espontâneo, vestibular, comparecimento em juízo, realização de exames preventivos de câncer, convocação para compor grupo de jurados em Tribunal do Júri, convocação para serviço eleitoral, entre outros.
A dirigente Sandra Weishaupt alerta que o mês de outubro é um exemplo dos prejuízos que o prêmio assiduidade impõe ao trabalhador por parte de muitas empresas. “Enquanto que o Outubro Rosa realiza grandes campanhas incentivando as mulheres e fazerem a prevenção ao câncer de mama, fazer os exames resulta em falta ao trabalho e muitas mulheres deixam a prevenção de lado para não perder o prêmio”, afirma. Para o presidente, Fábio Adamczuck, é preciso que as empresas estejam abertas para discutir os critérios para concessão do prêmio para que direitos básicos sejam assegurados. “Concordamos que faltas injustificadas sejam computadas para determinar o pagamento ou não do benefício, mas considerar qualquer falta ao trabalho como critério para o ponto de corte é abusivo”.