Conselho de Sindicatos da FTM-RS debate impactos da enchente na campanha salarial
Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim e dezenas de dirigentes sindicais metalúrgicos, de todas as regiões do estado, participaram da reunião do Conselho de Sindicatos da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS (FTM-RS), na manhã desta quinta-feira (13) no auditório do CPERS/Sindicato, em Porto Alegre. O Conselho discutiu a campanha salarial 2024/2025 e os desdobramentos diante da catástrofe climática que atingiu o RS.
Os dirigentes relataram o cenário de suas regiões e o impacto aos trabalhadores, frente à calamidade climática. Após, os diretores da Federação informaram como foram as reuniões de negociação com a patronal, de metalurgia e de máquinas agrícolas.
O presidente da FTM-RS, Lírio Segalla destacou os desafios da conjuntura dos últimos anos e como interferiram na campanha salarial, como o golpe contra Dilma Rousseff, reforma trabalhista e pandemia. “Esse ano, começamos a campanha com ótimas perspectivas e mobilizações e no início de maio, veio a enchente e obviamente afetou nossas vidas e as negociações”, disse.
Lírio ponderou que, com isso, “saímos do ideal para debater o que possível diante dessa realidade.” O dirigente também criticou o fato da patronal ter proposto uma Convenção Coletiva de Trabalho Emergencial para todo o RS, sendo que não houve danos em todas as regiões. “Defendemos que a CCT Emergencial seja apenas para os municípios com decreto de calamidade”, garantiu.
Uma das reivindicações é a reposição da inflação através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período, de maio de 2023 até abril de 2024, que ficou em 3,23% e de acordo com Lírio, aqueles sindicatos que tiverem condições de negociar aumentos reais devem fazê-lo, pois isso ajuda os outros. “O que está se encaminhando é a renovação das cláusulas sociais e a inflação retroativa a maio”, adiantou.

