Quase metade das mulheres já enfrentaram preconceito em entrevistas de emprego pelo fato de serem mulheres.
A pesquisa foi feita pela InfoJobs, uma plataforma de anuncio de empregos e mostra que que 46% das mulheres já enfrentaram constrangimento ou preconceito em processos seletivos por seu gênero e um dos principais motivos é que elas engravidam.
De pouco adianta o fato de que a discriminação de gestantes seja proibida pela legislação trabalhista. Na sala de entrevista, pipocam perguntas que questionam mulheres sobre seus planos para engravidar, uso de contraceptivos ou qualquer outra questão que não se relaciona com seu lado profissional.
Na pesquisa, 69% das entrevistadas concordaram que mulheres não possuem as mesmas chances que os homens ao buscar uma oportunidade de emprego. E para 75% delas, a solução para a questão seria intensificar a licença paternidade.
Solução encontrada pela Loft, especializada na compra, reforma e venda de imóveis. Em 2020 a empresa implantou a licença paternidade remunerada de seis meses para os seus colaboradores. A iniciativa, batizada de “parental leave”, estabelece uma licença mínima compulsória de dois meses para os homens, o que a coloca como pioneira no país a adotar a medida. “Analisamos vários cases dentro e fora do Brasil para definir os parâmetros do nosso programa”, conta Flora Oliveira, diretora administrativa da Loft, ressaltando que os exemplos mais positivos vêm dos países nórdicos. “O objetivo é criar oportunidades iguais para homens e mulheres no trabalho e em casa, mudar a nossa realidade como empresa e, dessa forma, impactar o mercado como um todo.”
A empresa oferece licença de 6 meses para qualquer gênero e o benefício se estende para todos os tipos de composição familiar. Para as mulheres, além dos quatro meses de licença compulsória, há mais dois meses com flexibilidade para usar.
No ano passado, 32 trabalhadores da Loft usaram a licença: 11 mulheres e 21 homens.