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Brasil é um dos dez piores países do mundo para se trabalhar, mostra pesquisa

A conclusão é do estudo Índice Global de Direitos que pesquisa 148 países do mundo

Pelo quarto ano seguido, o Brasil está entre os dez piores países do mundo para se trabalhar e seguiu piorando este ano. Esta trajetória começou com a reforma trabalhista, aprovada no governo Michel Temer.  Para chegar à conclusão sobre a situação do Brasil no ranking, a pesquisa da CSI  apontou por exemplo, uma dado sobre o sistema de negociação coletiva. Desde a reforma houve uma diminuição de 45% no número de acordos coletivos concluídos. Os impactos da pandemia sobre os trabalhadores do setor da saúde e na indústria frigorífica também é citada na pesquisa. Houve deterioração das condições de trabalho e o enfraquecimento das medidas de saúde e segurança. Entre  as violações no Brasil, a CSI reportou o corte de salários dos dirigentes sindicais que trabalham no banco Santander; a declaração de ilegalidade da greve dos metalúrgicos da General Motors, em São Bernardo do Campo; e a redução de benefícios e cortes de postos de trabalho da Nestlé, entre outros.

 

Brasil fica na pior faixa

O Índice Global de Direitos divide os países em cinco faixas de classificação, de acordo com grau de respeito aos direitos dos trabalhadores e as violações encontradas no período analisado. O Brasil ficou na faixa 5, a pior possível, que inclui países que não garantem direitos dos trabalhadores. E isso não tem a ver com a região geográfica: As Américas são a segunda melhor região para trabalhar, com uma classificação média de 3,52, atrás apenas da Europa (2,49). Quanto mais alta (e mais próxima de 5) é a classificação, piores são as condições.

A lista dos dez piores inclui ainda Bangladesh, Belarus, Colômbia, Egito, Filipinas, Miamar, Guatemala e Suazilândia.

A pior região do mundo para a classe trabalhadora é o Oriente Médio e Norte da África, com uma classificação média de 4,53 pontos. Os conflitos na Líbia, Palestina, Síria e Yemen contribuem para esse cenário de enorme vulnerabilidade.

A CSI é uma entidade sindical global, com 308 organizações filiadas em 153 países e territórios nos cinco continentes, com um total de 175 milhões de trabalhadores.