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Metalúrgicos de Erechim participam da marcha contra a alta taxa de juros

O Brasil tem a maior taxa de juros do mundo: 13,75% o que prejudica o desenvolvimento do país e impacta negativamente na vida da população. Por isso, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim, Fábio Adamczuk e os dirigentes Jairo do Amaral, Vilmar Lombardi, Adilso Cardoso, Edson Bublitz, Paulo Kichel, Celso Capelo e Joceli Casturino se juntaram a cerca de 300 metalúrgicos de todo o Rio Grande do Sul e foram às ruas na manhã desta terça-feira (20), em defesa do desenvolvimento do país e contra a alta taxa dos juros do Banco Central (BC).

A marcha convocada pela Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS reuniu representantes dos 29 sindicatos filiados à entidade e por volta das 10h, a caminhada saiu da Praça Pinheiro Machado, na zona norte de Porto Alegre em direção à sede do Banco Central, no centro da capital, onde acontecia o ato das centrais sindicais.

A marcha aconteceu na data em que começou a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá  hoje (21) qual será a taxa praticada. Sob comando de Campos Neto, o Banco vem mantendo a taxa básica de juros (Selic) em 13,75%, trazendo consequências severas para a retomada do crescimento.

O presidente da Federação, Lírio Segalla ressaltou que a mídia divulga o Banco Central como autônomo e independente, o que não é verdade. “Mais de três mil economistas assinaram um manifesto contra os juros altos e isso não sai na mídia, porque há interesse do capital financeiro”, afirmou ele.

Lírio lembra que Campos Neto só pode ser removido da presidência do BC por determinação do Senado. “Por isso estamos nas ruas, queremos discutir distribuição de renda, emprego e investimento na indústria e com os juros a 13,75% não tem como avançar”, defendeu ele.

Para o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, Campos Neto representa os interesses dos banqueiros. “Quando o golpista do Michel Temer assumiu, ele instituiu o conceito de BC independente, mas se tornou independente da gente, do povo e refém dos bancos e do mercado”, disse ele na concentração da marcha.

A taxa de juros impacta no dia a dia, como nos juros do cartão de crédito, empréstimos para a casa própria, financiamento de carro. “Eles não querem que o presidente Lula governe, que coloque o país na marcha do desenvolvimento. Não teremos um Brasil soberano com o juros a 13,75%” declarou Amarildo.

Abrindo a marcha, havia uma simbologia com um participante representando Campos Neto acorrentando setores da sociedade. Ao longo do trajeto de quase cinco quilômetros, os participantes exibiam cartazes e os dirigentes dos sindicatos da região metropolitana e do interior se manifestaram contra a alta dos juros e dialogavam com a população os efeitos nocivos dessa política.

Após percorrer as avenidas Farrapos e Mauá, os metalúrgicos de chegaram na sede da instituição próximo do meio dia, acompanharam o ato das centrais sindicais e participaram do almoço solidário, que foi servido no local.

 

Com informações da FTM-RS