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Trabalhadores da Comil rejeitam proposta patronal

Na Cercena, Triel HT e Intecnial proposta também não foi aceita

Depois de quatro reuniões entre a patronal e os trabalhadores, conduzida pela Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS, a patronal continua mantendo a proposta de reajuste somente pela inflação. Os metalúrgicos querem 10% de aumento, mas na última reunião, realizada nesta quarta-feira, a patronal manteve a proposta de 5,32%. A proposta foi rejeitada na manha desta quinta-feira, 22, numa assembleia em frente à empresa, conduzida pela presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim, Sandra Weishaupt e pela presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Passo Fundo, Elisandra Antunes Almeida. A proposta também já havia sido rejeitada em assembleias que aconteceram esta semana na Cercena, Triel e Intecnial.  “As empresas dizem que falta mão de obra e  o problema é causado principalmente pelos baixos salários. O piso dos metalúrgicos de Erechim é de R$ 1.846,00. Em Chapeco o piso é de R$2.150,00 . É uma diferença de 17%. Enquanto isso, as empresas oferecem 5,32%, que sobre o piso, representa um acréscimo de menos de R$ 100,00 nos salários.

Retirada de direitos

Além da questão salarial também estão em discussão pelo menos três cláusulas sociais que impactam nos rendimentos do trabalhador e impactam na sua qualidade de vida. Os patrões querem retirar o quinquênio, um adicional de 5% a cada 5 anos trabalhados na mesma empresa, deixar de pagar os sábados que são feriados e reduzir o horário de almoço para até 30 minutos sem negociação com o Sindicato. A entidade representativa dos trabalhadores rejeita a proposta. Sandra Weishaupt, presidente do Sindicato de Erechim, contrapõe que no caso do pagamento dos sábados que são feriados, “os metalúrgicos já fazem as horas correspondentes ao sábado durante a semana. Isso quer dizer que deixam de ter direito ao feriado”.

Vale alimentação

Outra questão que impede o avanço das negociações é o vale alimentação. Os metalúrgicos querem um vale alimentação de R$ 852,00. Esta é, também, uma pauta específica da Comil.  Enquanto tem empresas de Erechim que já pagam R$ 500,00, a Comil continua com um valor muito abaixo. Quem não tem cinco anos de empresa, por exemplo, ganha apenas um vale alimentação de R$ 100,00.