Dia da Mulher no Sindicato foi comemorado com encontro sobre feminicídio e violência.
O Brasil bate recorde de agressões contra mulheres. O Fórum de Segurança Pública revela que 37,5% das brasileiras sofreram violência nos últimos 12 meses, totalizando mais de 21 milhões de vítimas. Esse é o pior índice desde 2017 e representa uma realidade assustadora: uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência.
Os registros oficiais de feminicídios apontam para quatro mulheres mortas por dia no ano passado.
É isso que o encontro realizado no sábado, 21, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim teve o objetivo de discutir com as mulheres.Quais são os primeiros sinais de violência? Como agir nestes casos? Como a violência atinge emocionalmente a mulher? Quais são as consequências da violência no núcleo familiar? Como a mulher pode se tornar mais forte para enfrentar e sair de uma situação de violência? Quais são seus direitos?
Todas as mulheres metalúrgicas e as esposas, filhas e companheiras de metalúrgicos foram convidadas a participar.
O Protagonismo da Mulher no Mercado de Trabalho: Avanços na Legislação contra o Assédio e as Desigualdades Salariais, foram abordados pela Advogada, coordenadora do Curso de Direito da Faculdade Anhanguera, Mestranda em Direitos Fundamentais Sociais, Voluntária da oficina de parentalidade CEJUSC – RS Cariza Beal Toigo
Já a Advogada, Mestre em Ciências Sociais e professora universitária do curso de Direito da Anhanguera, Luisa Fernanda Silva dos Santos, falou sobre a violência contra a mulher, uma epidemia que precisa acabar.
Para a presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sandra Weishaupt, “comemorar o dia da Mulher com discussão sobre o problema que mais afeta as mulheres na atualidade é tentar contribuir para jogar luz sobre um tema que a sociedade precisa começar a enfrentar com mais efetividade”.
O encontro terminou com um almoço servido na sede social do Sindicato.