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Desemprego tem alta no trimestre, mas recua no ano e renda cresce, mostra pesquisa

A taxa de desocupação do mercado de trabalho ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Apesar da alta frente ao trimestre anterior (5,2%), o índice é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012, e representa queda de 1,0 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, indicando uma trajetória de recuperação ao longo dos últimos meses.

Em termos absolutos, 6,2 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho — número maior que no trimestre anterior, mas 14,8% menor do que há um ano, o que significa 1,1 milhão de brasileiros a menos nessa condição. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (27).

O nível de ocupação ficou em 58,4% (102,1 milhões de pessoas), no fechamento do trimestre, resultado da entrada de 1,5 milhão de trabalhadores no mercado. Apesar de uma leve queda, houve um crescimento de 1,5% em relação ao ano passado.

Renda melhor

Os dados de renda reforçam a melhora nas condições de vida. O rendimento médio real habitual foi de R$ 3.679, com alta de 2,0% no trimestre e de 5,2% na comparação anual. A massa de rendimentos atingiu R$ 371,1 bilhões, um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior, o que representa mais dinheiro circulando na economia.

O avanço da renda acompanha a retomada da atividade econômica, com impacto direto no consumo das famílias e no dinamismo de setores ligados ao mercado interno.