Nem sempre o candidato a deputado bem votado tem vaga garantida.
Para isso, é necessário que o partido do deputado também tenha recebido um número mínimo de votos. há situações em que os votos de um candidato elegem outros.
Por isso, o desempenho coletivo da legenda terá papel decisivo.
Veja como é feito o cálculo:
O primeiro passo da apuração será calcular o quociente eleitoral. O total de votos válidos, excluídos os brancos e nulos, será dividido pelo número de vagas disponíveis em cada estado. O resultado indicará quantos votos são necessários para cada vaga.
Em seguida, a votação alcançada por cada partido ou federação será dividida pelo quociente eleitoral, (aquele número do total de votos do partido dividido pelo numero de vagas). Chamado de quociente partidário, o resultado determinará o número inicial de vagas da legenda.
“A matemática da eleição é profundamente partidária”, afirmou o cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília. Segundo ele, o eleitor também deve conhecer as ideias, os princípios e o programa do partido de seu candidato em disputa.
As vagas conquistadas serão ocupadas pelos candidatos mais votados de cada legenda. Para assumir uma cadeira ganha pelo quociente partidário, porém, a candidatura deverá alcançar individualmente ao menos 10% do quociente eleitoral previsto para 2026.
“O puxador de votos funciona como uma locomotiva eleitoral”, explicou Medeiros. O candidato de votação expressiva amplia o total de sua legenda e pode ajudar outros nomes do mesmo partido ou federação a conquistar uma nova cadeira parlamentar.
Mais votos não significa eleição garantida
As regras mostram por que nem sempre os candidatos mais votados em votos absolutos serão eleitos. O desempenho coletivo da legenda terá papel decisivo, pois os votos dados a cada candidatura também contribuirão para fortalecer o partido ou federação.
*Com informações do Tribunal Superior Eleitoral e das agências Câmara e Senado